CAIO CAMPOS

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O Renascimento da Internet: Como o Pocket da Meta Pode Revolucionar Nossos Feeds

A Meta comprou o Gizmo e relançou como Pocket. Testei os dois e conto o que mudou no feed interativo e o recurso que ficou pelo caminho

Para inaugurar este blog, eu queria falar sobre algo verdadeiramente interativo. Passei alguns dias matutando entre várias ideias de “miniartigos” para decidir o que faria mais sentido como primeiro post.

Por uma feliz coincidência, algo aconteceu recentemente: a Meta adquiriu uma plataforma incrível que usei há algum tempo o Gizmo a relançou sob um novo nome.

Mas antes, vale uma contextualização rápida.

Instagram do Gizmo original

Amor à primeira vista (e a saudade do ecossistema)

No final do ano passado, passei um tempo usando um iPhone 12. Navegando pelo Instagram, fui bombardeado por anúncios de um app chamado Gizmo . A proposta me chamou a atenção, baixei e me apaixonei de imediato.

Era uma experiência nova: uma rede social em outro formato, uma espécie de “Instagram interativo” totalmente focado na cultura do vibecoding, mas sem a necessidade de lidar com complexidades técnicas ou barreiras absurdas de código. Qualquer um podia criar experiências dinâmicas.

A decepção veio quando deixei o iPhone: não existia versão para Android e nem nada equivalente no mercado. Passei meses acompanhando a promessa de um lançamento para o sistema do Google, até que aos poucos acabei esquecendo.

Página do Pocket na Play Store

O mistério do “Pocket” e o retorno

No final de julho, me deparei com o anúncio de um app chamado Pocket. Ao abrir, notei a opção de login via Meta Account. Fui checar a publicadora na Play Store e lá estava: Meta Platforms.

Ao começar os testes, veio a confirmação: a interface, a proposta e até o termo “gizmo” (como são chamados os posts interativos) estavam lá. A Meta de fato comprou o Gizmo !

Curiosamente, o Pocket foi disponibilizado primeiro para Android e, hoje (21/08), finalmente estreou também no iOS, novidade que acompanhei em primeira mão pelos stories do próprio Gizmo.

Primeiras impressões técnicas & Criação

Explorando o Pocket mais a fundo, algumas coisas chamam a atenção:

O Modelo de IA: A inteligência artificial por trás da criação atualmente me pareceu um pouco mais limitada para ajustes finos em relação ao que me lembrava. Prompts muito curtos costumam falhar; o app responde bem melhor a prompts longos e descritivos, que utilizem termos mais técnicos sobre o comportamento desejado.

Recursos visuais: O app já permite gerar imagens nativamente e conta com remoção automática de fundo embutida, o que agiliza bastante o workflow.

O que ficou para trás (por enquanto): No Gizmo original, podíamos criar pontos de ancoragem (fazendo com que um gizmo funcionasse essencialmente como um filtro interativo de câmera). No Pocket atual, esse recurso ainda não está implementado, mas existe uma mensagem da IA falando sobre.

Gizmo criado por @muse

Por que um feed interativo muda o jogo?

O ponto alto de tudo isso é a interação.

Um feed interativo é um divisor de águas frente ao consumo passivo e estático de fotos e vídeos curtos. Você abre o Pocket e de repente, é engolido por um loop de ideias, explorando minijogos, ferramentas criativas e microexperiências desenvolvidas por outras pessoas.

A aquisição por parte da Meta acende um alerta interessante para o futuro. Com o encerramento do Meta Spark, o Pocket tem potencial para preencher essa lacuna:

Integração com Instagram e Facebook: Se essas experiências puderem ser publicadas diretamente no feed ou nos stories, a interatividade pode viralizar instantaneamente no grande público.

Nova fronteira de AR/VR: A convergência entre Realidade Aumentada e geração em tempo real via IA pode inaugurar um novo padrão de criação para criadores e marcas(sim, marcas).

O que esperar daqui para frente?

Minha maior torcida no momento é por uma versão web/desktop do Pocket. Ter a liberdade de uma tela grande para redigir prompts detalhados, importar artes criadas no Photoshop ou integrar modelos 3D feitos no Blender elevaria o nível do que a comunidade consegue construir.

O formato tem tudo para cair no gosto popular se for bem integrado ao ecossistema da Meta, resgatando e expandindo a interatividade que fez tanta falta nas redes sociais modernas.

Você pode baixar o Pocket no link abaixo:

Download

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